Glossário

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Glossário Manuelzão vai a escola

A

  • AFLUENTE:  nome dado aos rios menores que deságuam em rios principais.
  • ASSOREAMENTO:  é o processo que leva a obstrução, por sedimentos, areia ou detritos quaisquer, de um estuário, rio, ou canal. Pode ser causador de redução da correnteza e redução de profundidade. Os processos erosivos, causados pelas águas, ventos e processos químicos, antrópicos e físicos, desagregam solos e rochas formando sedimentos que serão transportados. O depósito destes sedimentos constitui o fenômeno do assoreamento. Assoreamento é quando o rio perde a capacidade de transporta a quantidade de sedimentos que chega até ele.
  • ABIÓTICO: termo utilizado em Ecologia para designar o que é desprovido de vida. Diz-se, também, do lugar ou processo sem seres vivos. No ecossistema, estão presentes tanto os organismos que compõem a comunidade biótica, como um ambiente abiótico.
  • AQUÍFERO:  formação geológica que contém água e permite que quantidades significativas dessa água se movimente no seu interior, em condições naturais. Constitue-se em um reservatório de água subterrânea, suscetível à extração e utilização. Os aquíferos podem ser livres (freáticos) ou confinados (artesianos).
  • ASSOREAMENTO: deposição de sedimentos (areia, detritos etc.) originados de processos erosivos, transportados pela chuva ou pelo vento para os cursos d’água e fundos de vale. Provoca a redução da profundidade e da correnteza dos rios, dificulta a navegação e diminui a massa de água superficial.

B

  • BIONDICADOR: indicador biológico; espécie animal ou vegetal utilizada como indicador da qualidade ambiental (condições de ambiente íntegro ou degradado). Geralmente são espécies muito sensíveis ou muito tolerantes à degradação ambiental, e algumas são bioacumuladoras, denunciando com facilidade a presença de substâncias tóxicas no ambiente. Os bioindicadores podem ser usados para determinação do efeito biológico de uma substância, fato ou condição; podem ser organismos característicos dos diferentes estados de poluição da água, e podem ser representativos das condições ambientais em um habitat ou região em particular, caso em que a composição das espécies é mais representativa. O Projeto Manuelzão trabalha com dois tipos de bioindicadores: espécies de peixes e macroinvertebrados bentônicos (em sua maioria, larvas de insetos que vivem no fundo do rio) que, juntamente com parâmetros físicoquímicos (pH, turbidez, DBO), indicam a qualidade da água e a situação ecológica dos corpos d’água.
  •  BIÓTICOS: referente ou pertencente aos organismos vivos ou aos produzidos por eles. Os elementos bióticos de um ecossistema são constituídos pela fauna, pela flora e outros seres vivos.
  • BIODIVERSIDADE: Refere-se a todas as espécies de seres vivos, plantas e animais existentes na terra, no ar, no mar e nos rios.

C

  • CBH VELHAS: comitê da bacia hidrográfica do rio das velhas, formado pela sociedade civil organizada, poder público e pela iniciativa privada, atua na gestão das águas pela melhoria hidroambiental da bacia do rio das Velhas, de acordo com a lei 9422\97.
  • CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS DOCES: o enquadramento dos corpos de água classifica as águas doces em cinco classes. Dessa forma, com base no mapeamento do uso preponderante, define-se a classe condizente com o uso atual ou pretendido dos corpos d’água.
  • CLASSE

    COR

              USOS POSSÍVEIS
    ESPECIAL  Azul Abastecimento para consumo humano com desinfecção;
    Preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas;
    Preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral.

    I(UM)

     Verde Abastecimento para consumo humano após tratamento simplificado;
    Proteção das comunidades aquáticas;
    Recreação de contato primário (natação);
    Irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvem rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película;
    Proteção das comunidades aquáticas em terras indígenas.

    II (DOIS)

     Amarelo Abastecimento para consumo humano após tratamento convencional;
    Proteção das comunidades aquáticas;
    Recreação de contato primário;
    Irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e lazer, onde o público possa vir a ter contato direto a água;
    Aqüicultura (não tem trema) e atividade de pesca.

    III (TRÊS)

    Laranja Abastecimento para consumo humano após tratamento Convencional ou avançado;
    Irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras;
    Pesca amadora;
    Recreação de contato secundário;
    Dessedentação de animais.
    IV
    (QUATRO)
     vermelho Navegação;
    Harmonia paisagística.

    Fonte:  IGAM

     

  • Confluência Termo que define a junção de dois ou mais rios ou ainda a convergência para um determinado ponto.
  • CANALIZAÇÃO: o processo de intervenção nos cursos d’água modificando o leito natural em canais revestidos por materiais como pedra e concreto. A canalização pode ser aberta ou fechada (quando encobre todo o leito do rio). A canalização inviabiliza a biodiversidade e a convivência do curso d’água com a paisagem urbana.

  • CHORUME: líquido escuro, malcheiroso, advindo da decomposição de resíduos sólidos (lixo), que apresenta elevada demanda bioquímica de oxigênio – DBO – e é altamente poluente. É constituído por ácidos orgânicos e substâncias solubilizadas por meio das águas de chuva que incidem sobre os resíduos sólidos urbanos (lixo doméstico) e pela digestão biológica da parte orgânica dos resíduos sólidos. Tem composição e quantidade variáveis e afetam sua composição, entre outros fatores, o índice pluviométrico e o grau de capacitação das células de lixo. Devem ser tratado dentro de critérios técnicos para não poluir o solo e as águas superficiais e subterrâneas.

  • CLOROFLUORCARBONETOS: diz-se da classe de compostos orgânicos que contém carbono, cloro e flúor. Usados em compressores de geladeira, em condicionadores de ar, na fabricação de espumas e como propelente em aerossóis, os CFCs não são tóxicos, mas estão sendo abolidos pelos seus efeitos danosos sobre a camada de ozônio; acumulam-se na atmosfera superior, onde a luz solar os transforma em agentes químicos que destroem a camada de ozônio que protege a superfície da terra da radiação ultravioleta do Sol, prejudicial aos seres vivos. Existem diversos programas em todo o mundo para a eliminação do uso de CFCs, que podem ter o nome comercial de freon. Atualmente são fabricados geladeiras e outros equipamentos refrigeradores que não utilizam os CFCs.
  • CORPO D’ÁGUA: denominação genérica para qualquer manancial hídrico; curso d’água, trecho de rio, reservatório artificial ou natural, lago, lagoa ou aquífero subterrâneo.

  • CURSO D’ÁGUA: denominação geral para os fluxos de água em canal natural de drenagem de uma bacia, como rio, riacho, ribeirão, córrego etc.
  • CORREDOR ECOLÓGICO: São áreas contínuas e contíguas de ecossistemas que se comunicam, permitindo a existência, a convivência e a interação da biodiversidade. O rio é um exemplo de corredor ecológico.

D

  • DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: “Processo dinâmico destinado a satisfazer as necessidades atuais sem comprometer a capacidade de gerações futuras de satisfazer suas próprias necessidades”. (Comissão Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento). No Desenvolvimento Sustentável, busca-se compatibilizar o crescimento econômico com a proteção ambiental, minimizando- se os impactos sobre a qualidade do ar, da água e do solo. Os princípios que regem as políticas de Desenvolvimentos são:
  1. • Reconhecimento de que os recursos naturais têm limites e devem ser poupados;
  2. • Atendimentos das necessidades de emprego, alimentação, educação, moradia, saneamento e energia;
  3. • Restabelecimento do ritmo de desenvolvimentos econômico;
  4. • Preservação da saúde e da qualidade de vida;
  5. • Aplicação da tecnologia, visando à preservação e ao controle ambiental;
  6. • Compatibilização dos critérios de desenvolvimento e proteção ambiental na tomada de decisões.
  • DIVISOR DE ÁGUA : linha que separa as águas de precipitações de chuva, dividindo as águas que escoam para bacias vizinhas e as que contribuem para o escoamento superficial da mesma bacia. Geralmente, pensa-se em divisores formados por altas montanhas. No entanto, há alguns divisores muitas vezes imperceptíveis.
  •  DBO –   A Demanda Bioquímica de Oxigênio corresponde à quantidade de oxigênio necessária para ocorrer a oxidação da matéria orgânica biodegradável sob condições aeróbicas. Essa unidade de medida avalia a quantidade de oxigênio dissolvido (OD) em miligramas (mg), equivalente à quantidade que será consumida pelos organismos aeróbicos ao degradarem a matéria orgânica. O valor da Demanda Bioquímica de Oxigênio é usado para estimar a carga orgânica dos efluentes e dos recursos hídricos, e com esses valores é possível calcular qual a necessidade de aeração (oxigenação) para degradar essa matéria orgânica nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE’s).  Fonte: Brasilescola
  • Destruição das matas ciliares: As Matas ciliares além de abrigarem a biodiversidade evitam o assoreamento dos rios, conservam a umidade no local, evitam a poluição dos rios. As substituições da mata por fazendas de gado ou agricultura, geram inúmeros problemas ambientais. Nas áreas sem vegetação abundante, parte do carbono e dos nutrientes – sobretudo fósforo e nitrogênio – que normalmente seriam absorvidos pela mata e pelo solo acaba atingindo os rios, carregada pela chuva e pela erosão das encostas. Em altas concentrações, esses compostos funcionam como poluentes dos rios e podem ser detectados até em trechos situados fora da área desmatada.

E

  • Eutrofização: é um fenômeno causado pelo excesso de fósforo em um corpo de água, o que leva à proliferação excessiva de algas, que, ao entrarem em decomposição, levam ao aumento do número de microorganismos e à conseqüente deterioração da qualidade do corpo de água.
  • Ecossistema – Unidade principal de estudo da ecologia e pode ser definido como um sistema composto pelos seres vivos (meio biótico) e o local onde eles vivem (meio abiótico, onde estão inseridos todos os componentes não vivos do ecossistema como os minerais, as pedras, o clima, a própria luz solar, e etc.) e todas as relações destes com o meio e entre si.  Fonte: InfoescolaEsgoto – O esgoto é formado de 99,9% de água e o,1% de material sólido ( orgânico, inorgânico e micro-organismos). O esgoto polui os cursos d’água, o solo e o subsolo. A natureza é capaz de limpar os rios pelo processo de autodepuração. Mas, com tanta poluição causada por esgotos e lixos, ela já não consegue fazer isso.
  • EFLUENTE -Substância líquida com predominância de água, produzida pelas atividades humanas (esgotos domésticos, resíduos líquidos e gasosos industriais etc.), lançada na rede de esgotos ou nas águas receptoras e com a finalidade de utilizar essas águas receptoras no seu transporte e diluição.

  • EUTROFIZAÇÃO – Crescimento excessivo de álgas exposta à atmosfera e visível de uma determinada altitude, relacionada a lagos, lagoas, rios, reservatórios de barragens e açudes.
  • ESGOTO DOMÉSTICO: resíduos que provém principalmente de residências, estabelecimentos comerciais, instituições ou quaisquer edificações que dispõem de instalações de banheiros, lavanderias e cozinhas. Compõem-se essencialmente de água de banho, excretas (fezes humanas e de urina), papel higiênico, restos de comida, sabão, detergentes e água de lavagem.
  • EVAPORAÇÃO processo de mudança do estado físico de substâncias que encontram-se líquidas para o estado gasoso devido ao aumento de temperatura.
  • EVAPOTRANSPIRAÇÃO – Processo natural de transferência de água para a atmosfera por meio da evaporação de água das superfícies e transpiração das plantas, proporcionando o aumento da umidade do ar, sendo de grande importância para o ciclo hidrológico.

  •  Expansão Urbana:  Tem como objetivo fixar diretrizes, visando a assegurar a ordenação disciplinada da cidade e a qualidade de vida de seus habitantes, é obrigatório para cidades com mais de 20.000 habitantes e deve ser aprovado pela Câmara Municipal como prevê o §1°do Art.182 da Constituição Federal.

F

  • Foz é o local onde deságua um rio, podendo ser em outro rio, lago ou no oceano.
  • Fundos de vale – É a área mais baixa e nivelada de um vale. Normal – mente no fundo de vale existe um curso d`água.
  • Floração das águas: Este fenômeno é causado pelo uso agrícola de fertilizantes, que contêm fósforo e azoto que ao atingir os cursos de água, nutrem as plantas aquáticas. Naturalmente, o fósforo e o azoto estão em déficit nos sistemas aquáticos, limitando o crescimento dos produtores primários. Com o aumento destes nutrientes, a sua população tende a crescer descontroladamente, diminuindo a transparência da água e com isso causando a diminuição de luz solar.
  • Fossas Sépticas – É composto por um tanque de sedimentação e digestão que permite o tratamento do esgoto doméstico.

G

  • GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS – Utilização e administração racional, democrática e participativa dos recursos hídricos. A gestão das águas também pode ser definida como uma atividade analítica e criativa voltada à formulação de princípios e diretrizes (Política das Águas), ao preparo de documentos orientadores e normativos, à estruturação de sistemas gerenciais e à tomada de decisões que têm por objetivo final promover o inventário, uso, controle e proteção dos recursos hídricos.

H

  • Hipóxia: A proliferação de microorganismos acaba por diminuir a quantidade de oxigênio na água levando a morte de peixes, plantas aquáticas, animais das margens e a morte de rios e lagos.
  • HIDROGRAFIA: estudo e mapeamento das águas continentais e oceânicas da superfície terrestre, com foco na medida e descrição das características físicas, como a profundidade das águas, a velocidade e a direção das correntes dos oceanos, mares, lagos e rios.

I

  • Impermeabilização do solo: A agressão às áreas verdes, juntamente com a impermeabilização do solo resulta em problemas de inundação, e consequentemente em doenças de veiculação hídrica e elevação da temperatura em áreas com grande número de construções e pavimentações. São conseqüências da impermeabilização do solo
  • Inundações: O aumento da impermeabilização do solo, através da construção civil e pavimentações de estradas impossibilitam a penetração da água da chuva.Assim os cursos d água não comportam o grande fluxo de água drenado de uma grande área e acabam causando enchentes nas áreas baixas dos centros urbanos.
  • Ilhas de Calor: Ilha de calor é um fenômeno climático que ocorre a partir da elevação da temperatura de uma área urbana, pois muros, calçadas, asfaltos e todo tipo de edificação recebem durante o dia luz e calor do Sol e esse fica retido por mais tempo, proporcionando esta diferença de temperatura. Na ilha de calor o principal fator é a poluição atmosférica.
  • IQA: Índice de Qualidade das Águas criado em 1970, nos Estados Unidos. O IQA, que hoje é o principal índice de qualidade da água utilizado no país. O IQA foi desenvolvido para avaliar a qualidade da água bruta visando seu uso para o abastecimento público, após tratamento. Os parâmetros utilizados no cálculo do IQA são em sua maioria indicadores de contaminação causada pelo lançamento de esgotos domésticos. A avaliação da qualidade da água obtida pelo IQA apresenta limitações, já que este índice não analisa vários parâmetros importantes para o abastecimento público, tais como substâncias tóxicas (ex: metais pesados, pesticidas, compostos orgânicos), protozoários patogênicos e substâncias que interferem nas propriedades organolépticas da água.  Fonte: Agencia Nacional de Águas
  • INSTRUMENTOS DE GESTÃO – Meio, mecanismos e processos previstos em lei, colocados em prática por meio do aparato técnico-organizacional do Estado e pela mobilização social, que permitem atingir os objetivos das Políticas Estaduais de Recursos Hídricos e Meio Ambiente e o gerenciamento dos recursos naturais. De modo geral, os instrumentos de gestão podem ser classificados em regulatórios, econômicos e os de negociação. Em Minas Gerais, os instrumentos de gestão de recursos hídricos são: Plano Estadual de Recursos Hídricos; Planos Diretores de Recursos Hídricos de Bacias Hidrográficas; Sistema Estadual de Informações sobre Recursos Hídricos; enquadramento dos corpos d’água em classes,segundo seus usos preponderantes; outorga dos direitos de usos de recursos hídricos; cobrança pelo usos de recursos hídricos; compensação a municípios pela explotação e restrição de uso de recursos hídricos; rateio de custos de obras de uso múltiplo, de interesse comum ou coletivo, e as penalidades. Os instrumentos de gestão do meio ambiente são: licenciamento ambiental; definição de normas e padrões de qualidade ambiental; monitoramento e penalidades, operacionalizadas por meio da fiscalização e aplicação de multas.
  • INTERCEPTOR DE ESGOTO – Estruturas de engenharia instaladas junto aos cursos d’água que recebem esgotos. Os interceptores têm a função de receber os esgotos que seriam despejados nos cursos d’água e conduzi-los para a rede própria de esgotamento sanitário e para as estações de tratamento.
  • INTERDISCIPLINAR – Esse termo começou a ser utilizado na década de 60 em meio a críticas quanto ao modelo positivista e cartesiano de ensino, no qual o conhecimento era visto como algo fragmentado em disciplinas que não dialogavam. “A interdisciplinaridade coloca-se como a busca das relações de interdependência e de conexões recíprocas entre as disciplinas, fragilizando as até então rígidas fronteiras disciplinares.” Relaciona-se com troca, integração, intercâmbio e construção coletiva. (GATTÁS, 2006)
  • INTERFLÚVIO – Área elevada (topo de morro, montanha, chapada) que delimita a bacia hidrográfica, a partir de onde a água da chuva que cai escoa em diversas direções, seguindo o sentido dos cursos d’água.

J

  • Jusante um ponto fixado em direção a foz.

K

L

  • LEITO FLUVIAL: o leito fluvial é denominado como sendo o canal de escoamento de um rio. Pode ser classificado como leito maior, menor e vazante, O leito maior também conhecida como planície de inundação, onde há água apenas nos períodos das cheias. O leito menor é delimitado pela margens. Já o leito vazante é a porção constantemente inundada.
  • LENÇOL FREÁTICO: zona do subsolo que limita a zona saturada, onde os poros do solo ou da rocha estão totalmente preenchidos por água subterrânea. Acima do lençol freático há a zona de aeração, abaixo da superfície do solo, onde os poros estão preenchidospor ar e também por um pouco de água, na forma de umidade. A zona de aeração do solo é importante na purificação das águas que percolam, atuando como filtro, como zona de oxidação de matéria orgânica e de retenção de uma quantidade variada de metais pesados. A profundidade do lençol freático depende de vários fatores, tende a acompanhar o relevo e oscila ao longo do ano, sendo rebaixada com o escoamento para as nascentes ou elevada com a incorporação de água infiltrada da chuva.

  • LIXIVIAÇÃO – Processo de lavagem e de decomposição das rochas e dos solos pelas águas das chuvas, carregando os minerais para outras áreas, extraindo, dessa forma, nutrientes e tornando o solo mais pobre. A lixiviação também ocorre em vazadouros e aterros de resíduos, dissolvendo e carregando certos poluentes para os corpos d’água superficiais e subterrâneos.

M

  • Margem: são as laterais do curso do rio que delimitam sua largura.
  • MANANCIAL – Local que contenha água, superficial ou subterrânea, que possa ser retirada para atender às mais diversas finalidades (abastecimento, comercial, industrial e outros fins).
  • MATAS CILIARES – Conhecida, também, como mata de galeria ou vegetação riparia, é a vegetação presente nas porções de terreno que incluem as margens dos rios, córregos, lagos ou lagoas, incluindo as superfícies de inundação. Tem importante papel na ecologia e na hidrologia de uma bacia hidrográfica, e a sua largura varia com a declividade, umidade do solo, variação sazonal etc., auxiliando na manutenção da qualidade da água, no desenvolvimento e sustento da fauna silvestre aquática e terrestre ribeirinha, na regularização dos regimes dos rios – por meio do lençol freático – e na estabilidade dos solos das margens evitando a erosão e o assoreamento. A mata ciliar funciona como filtro do escoamento superficial das chuvas, absorvendo as quantidades excedentes de agrotóxicos utilizados nas lavouras e, assim, evitando a poluição dos cursos d’água. Alguns autores fazem distinção entre mata ciliar e mata de galeria. Mata ciliar é a vegetação florestal que acompanha os rios de médio e grande porte da região do cerrado, onde há presença de espécies caducifólias, apresentando aspectos de mata semidecídua e onde não há formação de galerias. Mata de galeria é a vegetação florestal que acompanha os cursos d’água de pequeno porte dos planaltos do Brasil Central; forma corredores fechados (galerias) e não apresenta espécies caducifólias durante a estação seca.

  • MONTANTE – Diz-se do lugar situado acima de outro, tomando-se em consideração a corrente fluvial; a região a montante é aquela que está mais próxima das cabeceiras de um curso d’água, enquanto a de jusante está mais próxima da foz. A Montante é ponto fixado em direção a nascente.

  • MULTIDISCIPLINAR: há vários conceitos de multidisciplinaridade. Muitos autores consideram que multidisciplinaridade e pluridisciplinaridade possuem o mesmo significado. Multidiciplinaridade e Pluridisciplinaridade constituem-se no “agrupamento de disciplinas, intencional ou não, de módulos disciplinares, podendo ou não ter alguma relação superficial entre as disciplinas, mas exclui um conjunto coordenado de ações planejadas e avaliadas. Ex: Quando a coordenação da escola escolhe um tema a ser trabalhado para a feira de cultura e cada professora trabalha com uma turma.” (GATTÁS,2006)

N

  • Nascentes – local onde a água subterrânea aflora na superfície.

O

  • OD: OXIGÊNIO DISSOLVIDO – Quantidade de oxigênio livremente disponível na água e necessária à vida aquática e à oxidação da matéria orgânica. Os níveis de OD têm papel determinante na capacidade de um corpo d’água natural manter a vida aquática. Uma adequada provisão de oxigênio dissolvido é essencial para a manutenção dos processos naturais de autodepuração em sistemas aquáticos e estações de tratamento de esgotos. Através de medição do teor de OD, podem ser avaliados os efeitos dos resíduos oxidáveis sobre as águas receptoras e sobre a eficiência do tratamento dos esgotos durante o processo de oxidação bioquímica.
  • OUTORGA – Instrumento legal da gestão de recursos hídricos que consiste na concessão direito de uso da água de determinado corpo d’água. É um ato administrativo de licença emitido pelo órgão público gestor dos recursos hídricos que especifica: a finalidade do uso; a duração da concessão; as condições e termos no respectivo documento. A outorga pose ser de uso da água ou de emissão de efluentes.

P

  • Projeto estruturador: é um projeto que o governo do estado define como prioritário e para o qual busca orientar todo um conjunto de ações e de órgão com o objetivo de cumprir suas metas.
  • PERCOLAÇÃO – Movimento de penetração da água através dos poros e fissuras no solo e subsolo. Este movimento geralmente é lento e a água penetrada manterá o lençol sob pressão hidrodinâmica, exceto quando o movimento ocorre através de aberturas amplas, tais como covas
  • pH – Potencial Hidrogeniônico. É uma escala em logaritmo que varia de 0 a 14, indicando se uma determinada substância é ácida ou alcalina. Valores abaixo de 7 são ácidos e acima de 7, alcalinos. O valor de pH 7 é neutro.
  • PLANO DIRETOR DE BACIA (plano de recursos hídricos) – Estudo que busca adequar o uso, o controle e o grau de proteção dos recursos hídricos às aspirações sociais e/ou governamentais expressas formal ou informalmente na política de recursos hídricos, através de programas a serem desenvolvidos, ações prioritárias e projetos de intervenções a serem implantados para a bacia hidrográfica. Visam fundamentar e orientar a implementação da política de recursos hídricos e o gerenciamento dos recursos hídricos. São planos de longo prazo, com horizonte de planejamento comparável ao período de implantação de seus programas e projetos.

Q

Queimada

Qualidade da agua

R

  • Região Metropolitana de Belo Horizonte – A Região Metropolitana de Belo Horizonte é constituída por 34 municípios. A Região Metropolitana de Belo Horizonte foi criada em 1973 pela Lei Complementar Federal n.º 14/73, e, atualmente, é regulamentada por leis complementares do Estado de Minas Gerais LEC n.º88/2006 e LEC n.º 89/2006.
  • RECURSOS HÍDRICOS – Coleção de águas superficiais ou subterrâneas disponíveis e que podem ser obtidas para o uso humano.
  • RESÍDUOS SÓLIDOS – Diferentes materiais, resultantes das atividades humanas, chamados geralmente de “lixos”. Podem ser orgânicos, quando constituídos por restos vegetais e animais, e inorgânicos, quando constituídos por materiais como os vidros, papéis, metais etc., os quais podem ser parcialmente reutilizados, reaproveitados ou remanufaturados, gerando, entre outros aspectos, proteção à saúde pública e economia de recursos naturais.
  • RESÍDUOS LÍQUIDOS – Substâncias líquidas, geralmente lançadas nos cursos d’água, provenientes do uso doméstico da água, resultando em esgotos constituídos de água de banho, dejetos, sabão, detergentes e águas de lavagem, ou resultantes de atividades industriais, como efluentes químicos industriais, óleos e agrotóxicos.
  • RESÍDUOS GASOSOS – São misturas de gases residuais, poeira e partículas lançadas na atmosfera como subprodutos das atividades industriais e humanas. De composição química muito variada, algumas substancias são altamente reagentes produzindo novos produtos nocivos, cuja precipitação causam, por exemplo, a chuva ácida, a poluição difusa, a contaminam o solo e das águas, provocam doenças respiratórias e o aquecimento global.
  • REUSO DA ÁGUA – Alternativa mais racional para satisfazer as demandas menos exigentes de uso da água em que ela, após o uso, é utilizada novamente em outra atividade, como usar as águas domésticas servidas mais de uma vez após tratadas, realizar o reuso industrial ou agrícola, liberando as águas de melhor qualidade para usos mais restritivos e nobres, como o abastecimento público e a dessedentação de animais.
  • REUTILIZAÇÃO – Uso da água de forma reciclada no processamento industrial.
  •  REDES PLUVIAIS – São canais de drenagem que recebem às águas das chuvas nas áreas urbanas através de tubulações (bocas de lobo) drenando essas águas para os cursos d´águas.

S

  • Saneamento Básico – Segundo a Companhia de Saneamento de Minas Gerais- COPASA, Saneamento básico é o conjunto de medidas adotadas numa determinada região, que visa preservar ou modificar as condições do ambiente para prevenir doenças e promover a saúde humana e a preservação ambiental. Integram o saneamento básico: O abastecimento de água potável, a coleta e o tratamento de esgoto, a coleta e destinação correta do lixo, a drenagem e o manejo das águas de chuva.
  • Serviços ambientais – São os benefícios que as pessoas retiram dos ecossistemas. Os exemplos incluem água doce, madeira, cereais, peixes, regulação do clima, proteção contra riscos naturais, controle da erosão e recreação.
  • Sub-bacias – bacias menores, geralmente de algum afluente do rio principal.

T

  • TALVEGUET: é a linha que se encontra no meio da região mais profunda de um rio e onde a corrente é mais rápida
  • TRANSDISCIPLINAR: Nicolescu Basarab (1999) define a transdisciplinaridade como a unificação ou fusão de duas ou mais disciplinas tendo por base a explicitação dos seus fundamentos comuns, a construção de uma linguagem comum, própria. “A transdisciplinaridade, como o prefixo ‘trans’ indica, diz respeito àquilo que está ao mesmo tempo entre as disciplinas, através das diferentes disciplinas e além de qualquer disciplina. Seu objetivo é a compreensão do mundo presente, para a qual um dos imperativos é a unidade do conhecimento. […] A visão transdisciplinar propõe-nos a consideração de uma realidade multidimensional, estruturada em múltiplos níveis, substituindo a realidade unidimensional, com um único nível, do pensamento clássico. […] A metodologia transdisciplinar não substitui a metodologia de cada disciplina, que permanece o que é. No entanto, a metodologia transdisciplinar fecunda essas disciplinas, trazendo-lhes esclarecimentos novos e indispensáveis, que não podem ser proporcionados pela meto- dologia disciplinar”.

  • TRATAMENTO DE EFLUENTES: processo artificial de depuração e remoção de contaminantes dos efluentes líquidos de uma fonte poluidora, visando adequá-los ás exigências legais para lançamento, direta e indiretamente, nos corpos d’água. Os efluentes antes líquidos podem ser constituídos por efluentes gerados pela comunidade (efluentes domésticos) e efluentes gerados pelas indústrias (efluentes industriais). Com o tratamento dos efluentes, espera-se alcançar os seguintes objetivos:

    • Efluentes domésticos: remoção de matéria orgânica, sólidos em suspensão e organismos patogênicos (organismos causadores de doenças); em processos de tratamento mais sofisticado, removem-se nutrientes (nitrogênio e fósforo);

    • Efluentes industriais, ou mistura de efluentes domésticos e industriais: remoção de matéria orgânica, nitrogênio e fósforo, sólidos em suspensão, compostos tóxicos e compostos não biodegradáveis.

  • TOPOGRAFIA: diz-se da representação da forma, do tamanho, da declividade e da altitude do relevo de uma área.

U

  • USUÁRIOS ou usuário de água: termo usado na gestão de recursos hídricos para designar todos aqueles que utilizam diretamente as águas superficiais ou subterrâneas de uma bacia hidrográfica. O usuário pode ser pessoa física ou jurídica, de direito privado ou público e que independente da necessidade de outorga prevista nos termos da lei, faz uso dos recursos hídricos, captando água diretamente de cisternas, açudes, córregos, rios lagos ou que faz qualquer lançamento de efluentes (esgotos industriais, agrícolas ou domésticos) diretamente nos corpos d’água.

V

Vertedouro

X

Z

Zoneamento urbano

Referências:

MAZZINI, A.L.D. Dicionário Educativo de Termos Ambientais. 5 ed. Belo Horizonte: A.L.D.Amorim , 2011.

MINAS GERAIS. Instituto Mineiro de Gestão das Águas. Cobrança pelo uso da água. Disponível em:<http://www.igam.mg.gov.br/cobrança&gt;. Acesso em: 20 ago. 2011.

MINAS GERAIS – InstitutoMineiro de Gestão das Águas. Glossário de Termos: Gestão de Recursos Hídricos e Meio Ambiente. Belo Horizonte: IGAM, 2008.

MOREIRA, L. M. L. Viajantes naturalistas. Revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos, 1995. Vol.1, n.2. p. 7-9.

META 2010: revitalização da Bacia do Rio das Velhas/ Marcus Vinicius Polignano… [et al.]. – Belo Horizonte: Instituto Guaicuy, 2008.

SEMAD, Dicionário Educativo de Termos Ambientais – Ana Luiza Dolabela de Amorim Mazini – Diretora de Educação Ambiental da SEMAD.