Primeiro mapa-múndi da água subterrânea do planeta

Olá pessoal,

Como estão nesses dias frios de Belo Horizonte?

Hoje trazemos para vocês o primeiro mapa-múndi da água subterrânea do planeta!

A matéria original foi publicada em 2015 pelo Laboratório de Estudos de Bacias da Universidade Estadual Paulista, sendo a fonte original o site Observador.

É a primeira vez que os investigadores mergulham neste assunto. Um grupo de hidrólogos do Canadá, Estados Unidos e da Alemanha realizaram o primeiro estudo aprofundado sobre as águas subterrâneas existentes no planeta. E concluíram que estamos usando os recursos aquáticos muito rapidamente.

Quem explica é Tom Gleeson, investigador da Universidade de Victoria (Canadá), que liderou o estudo. Segundo esse hidrólogo, se olharmos para as reservas de água existentes nos primeiros dois quilômetros de superfície terrestre, menos de 6% da sua totalidade consegue se renovar no tempo médio de vida de um humano. E em muitos destes aquíferos, o nível de água continua a diminuir.

O estudo, publicado na NatureGeoscience, analisou um milhão de bacias hidrográficas e 40 mil amostras de águas subterrâneas. A partir dele, descobriu-se ainda que existem 23 milhões de quilômetros cúbicos de água subterrânea, mas apenas 0,35 quilómetros cúbicos dessa água consegue se renovar em menos de 50 anos. Isso equivale a uma percentagem muito pequena da água que existe debaixo dos nossos pés (0,0000015%).

A idade da água é um dado importante para sustentar a utilização que o Homem faz das águas subterrâneas. A água mais antiga costuma sair do ciclo da água porque está em zonas mais profundas, além de que pode conter elementos (urânio e arsénico, por exemplo) que a tornam não renovável. A água mais recente, por outro lado, ainda pode estar em circulação. No entanto, está mais suscetível à contaminação pelo Homem e às consequências das alterações climáticas.

Agora, os investigadores querem analisar o ritmo no qual o Homem consome a água mais antiga e a mais recente. Essa última, avisam os investigadores, “é um recurso finito que temos de gerir melhor”.

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