Rio em chamas: magia ou Contaminação?

Um simples evento natural se transformou em um problema de calamidade pública.

Já imaginou um rio pegando fogo? Pois é, isso não é algo impossível de acontecer. Agora você deve estar se perguntando como isso é possível? O que isso acarreta?  É magia ou problema? Sendo problema, como resolver?

De forma simplificada, existe, de forma natural ou não, duas substâncias que indicam a qualidade da água: a concentração de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) e o DQO (Demanda Química de Oxigênio).  A qualidade da água de um rio é medida, pois, em relação da reação da DBO com a DQO – uma sendo a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica biodegradável presente na água e a outra a quantidade de matéria orgânica suscetível de ser oxidada por meios químicos presentes em uma amostragem liquida. O que deveria ocorrer para uma qualidade ótima é o perfeito equilíbrio entre o DBO e o DQO.

O desequilíbrio mais comum atualmente é dado pela alta concentração de DBO causando sérios danos ambientais que vão desde o desequilíbrio da cadeia aquática até a destruição do nosso ecossistema. Isso porque a matéria orgânica, quando muito abundante, provoca a decomposição anaeróbica, que tem como resultado a formação de substâncias capazes de degradar a água. Para se ter uma ideia, aumenta, na decomposição anaeróbica, a produção do gás carbônico, metano, ácidos graxos, mercaptanas, fenóis e aminoácidos que, sem oxigênio suficiente para reagir com eles, acumulam-se.

Tal desequilíbrio, algumas vezes, é mágico, noutras vezes, assusta: No ano de 2009, por exemplo, fomos surpreendidos pelo curioso caso da pequena cidade de São José do Rio Claro. Um dos moradores da cidade demonstrou que o rio que dá nome a cidade pode literalmente ficar claro pelo fogo. Isto em razão do Rio Claro estar situado em uma região arbórea, permitindo uma grande deposição de matéria orgânica no fundo do rio, gerando a produção de metano, que é liberado na superfície em forma de bolhas. Quando isso acontece já temos dois dos três elementos necessários para o fogo.

Esse é o processo é natural no qual o rio pode pegar fogo e, se ocorre de forma lenta não é perigoso, mas, se ocorrer alguma agitação de maior porte nas águas, as reações podem se acelerar e causar um foco de incêndio na superfície do rio, sem maiores riscos, pois é o encontro com o terceiro elemento. É a forma de fogo mágico, na maioria das vezes, inofensivo.

Mas também pode ocorrer o fenômeno com alto grau de periculosidade.

Foi o que aconteceu no último dia 04/09/12 quando o córrego “Calombé “, afluente do rio Iguaçu, localizado no perímetro urbano de Duque de Caxias, região metropolitana do Rio de Janeiro, literalmente pegou fogo.

Porém, isso não se deu de forma tão espontânea e natural como no caso do Rio Claro, muito pelo ao contrário. Este ocorrido foi à válvula de escape da natureza gritando por socorro

O córrego sofre há anos com a poluição industrial e sanitária O problema se agrava em função da vocação econômica local findada no ramo do petróleo. Há presença de inúmeras indústrias de pequeno e grande porte. Algumas não realizam o tratamento adequado dos resíduos indústrias e enxergam nos córregos uma solução para empurrar o problema para bem longe.

No caso do Calombé, bastou a presença de um foco de incêndio em uma de suas margens, para que o fogo atingisse o curso d’água. As chamas em contato com excessivos produtos  químicos inflamáveis – muitos derivados de petróleo- fez com que a superfície do córrego entrasse em combustão. O fogo foi tão intenso que atingiu residência presentes no leito oposto, causando danos a população local.

Não podemos permitir com que fatos como esse se torne comum. Devemos lutar pela sobrevivência de nossa espécie e pela plena harmonia Homem – Natureza.

Este foco de incêndio deixou claro o papel de catalisador que assume o ser humano quando intervém nos processos naturais e no meio ambiente. O homem vem de forma desordenada e irracional, acelerado o processo de degradação do meio em que vive, se tornado de certa forma cúmplice e coparticipante do genocídio por sede quando degrada rios, florestas e nascentes d água. E isso ocorre com o aval do poder público, pois o Estado se torna o facilitador das ações danosas quando é negligente na legislação, aplicação das leis e no fomento de comportamentos adequados. Como consequência grandes organizações econômicas, algumas estatais, ocupam os primeiros lugares no pódio da destruição do meio. a sociedade também por descaso ou a desinformação também contribui nos pequenos deslizes, nas pequenas infrações.

É no intuito de proteger nosso planeta e nossas águas que o Projeto Manuelzão vem agindo na mobilização e conscientização das pessoas. Por mais difícil que seja o caminho e por mais difícil que seja acreditar na causa. Devemos unir as forças. A força de cada indivíduo faz a diferença quando unidos, quando membros que levam o corpo adiante. Através de atitudes individuais é possível construir um futuro melhor.

Isolados os homens, episódios como o que ocorreu no rio Calombé se tornara cada vez mais comum. O Poder Público colocara sempre o desenvolvimento em sobreposição do meio ambiente. sustentabilidade é o equilíbrio entre homens, meio ambiente e progresso em crescimento conjunto, consciente. à sociedade, ao homem, cabe lutar em prol da preservação e conservação do meio em que vive.  E isso inclui  você e eu, que não somos donos mas frutos do planeta.

Referência:

Disponivel em: < http://estrela-rs-aepan.blogspot.com.br/2008/06/dbo-dqo-matria-orgnica-na-gua.html&gt;. Acesso em : 13/09/12.

Disponivel em: < http://aquafluxus.com.br/?p=2285l&gt;. Acesso em : 13/09/12.

Disponivel em: < http://www.youtube.com/watch?v=wR4VRrxhfFk&gt;. Acesso em : 13/09/12.

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