Copasa descarta racionamento em Minas – Companhia divulga resultados financeiros do segundo trimestre e garante que níveis dos reservatórios estão dentro da normalidade

 

Pedro Rocha Franco:DISPONÍVEL EM: UAI.COM.BR

Publicação: 05/08/2014 06:00 Atualização: 05/08/2014 08:11

Reservatórios: mesmo com níveis críticos, companhia não vê risco racionamento

Apesar da insuficiência de chuvas na Região Sudeste nos últimos meses, os níveis dos reservatórios da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) estão dentro da normalidade, segundo o presidente estatal, Ricardo Simões Campos. O executivo afirmou que, “mesmo com estiagem severa”, a partir de outubro não haverá problema de racionamento na Grande BH, ao contrário do que ocorre em parte do estado de São Paulo. No resto do estado, o abastecimento também está normal, sem perspectiva de racionamento.

Sem informar qual o nível atual do volume, Campos se limitou a dizer que os reservatórios da região metropolitana estão dentro do previsto para o período do ano. O volume faturado de água e de esgoto teve alta inferior à média do nível histórico, o que contribuiu para a condição das reservas. No segundo trimestre deste ano, os volumes tiveram alta de 2,4% e 3%, respectivamente, em comparação com o mesmo intervalo do ano passado “A alteração decorrente da campanha de conscientização do período atípico de água pode ser um dos fatores que contribuíram”, afirma a diretora financeira e de relações com investidores da Copasa, Paula Vasques Bittencourt. A Copa do Mundo é outro fator que pode ter colaborado, segundo a diretora. Sobre o resto do ano, a empresa diz não ser possível precisar o comportamento dos consumidores.

Resultados

Reservatórios: mesmo com níveis críticos, companhia não vê risco racionamento

A mudança de comportamento do consumidor levou “à migração de parte dos clientes para faixas de consumo menores, cujas tarifas são mais baixas”, diz comunicado da empresa. O percentual de consumo mais baixo é um dos componentes que resultaram na elevação de apenas 5,9% da receita líquida de água e esgoto da controladora no comparativo entre o segundo trimestre de 2013 e 2014. O início da validade do reajuste tarifário e a mudança do percentual de cobrança da tarifa de esgoto devido à entrada em operação de estações de tratamento em 12 municípios do interior do estado completam o índice.

O lucro líquido da companhia encerrou o período com alta de 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado passou de R$ 76,2 milhões para R$ 81,9 milhões. No intervalo, os investimentos da Copasa foram de R$ 467,4 milhões. Incluem-se, no segundo semestre, a complementação da interligação de uma adutora da Grande BH e a ampliação da capacidade de produção do sistema do Rio das Velhas.

O previsto é que sejam investidos R$ 983 milhões até o fim do ano. Logo, nos seis meses restantes, o aporte total da companhia deve ser de R$ 515 milhões.

Análise

A equipe de análise de resultados da corretora Concórdia classificou os números como abaixo da expectativa, mas mantém a recomendação para as ações da empresa. “Os custos e despesas operacionais mostraram ascensão mais significativa (+6,8%), influenciados, principalmente, pelos maiores dispêndios com pessoal e energia elétrica, sendo este último afetado pelo reajuste das tarifas de energia e aumento do consumo”, diz trecho da avaliação.

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