SOBRADINHO

BARRAGEM DE SOBRADINHO

Usina_Hidreletrica_de_Sobradinho-BA

“O homem chega e já desfaz a natureza Tira a gente põe represa, diz que tudo vai mudar O são francisco lá prá cima da bahia Diz que dia menos dia vai subir bem devagar E passo a passo vai cumprindo a profecia Do beato que dizia que o sertão ia alagar O sertão vai virar mar Dá no coração O medo que algum dia O mar também vire sertão Adeus remanso, casa nova, sento-sé Adeus pilão arcado vem o rio te engolir Debaixo d’água lá se vai a vida inteira Por cima da cachoeira o gaiola vai subir Vai ter barragem no salto do sobradinho E o povo vai se embora com medo de se afogar”…

A usina hidrelétrica de Sobradinho está localizado no estado da Bahia, distando cerca de 40 km a montante das cidades de Juazeiro/BA e Petrolina/PE.

O Rio São Francisco nasce na Serra da Canastra em Minas Gerais , tendo uma bacia hidrográfica da ordem de 630.000 km2, com extensão de 3.200 km de sua nascente à foz em Piaçabuçu/AL e Brejo Grande/SE.

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O Aproveitamento Hidrelétrico de Sobradinho está instalada no São Francisco, principal rio da região nordestina, com área de drenagem de 498.968 km2 , bacia hidrográfica da ordem de 630.000 km2, com extensão de 3.200 km, desde sua nascente na Serra da Canastra em Minas Gerais, até sua foz em Piaçabuçu/AL e Brejo Grande/SE.

A Usina está posicionada no rio São Francisco a 748 km de sua foz, possuindo, além da função de geração de energia elétrica, a de principal fonte de regularização dos recursos hídricos da região.

O reservatório de Sobradinho tem cerca de 320 km de extensão, com uma superfície de espelho d’água de 4.214 km2 e uma capacidade de armazenamento de 34,1 bilhões de metros cúbicos em sua cota nominal de 392,50 m, constituindo-se no maior lago artificial do mundo, garantindo assim, através de uma depleção de até 12 m, juntamente com o reservatório de Três Marias/CEMIG, uma vazão regularizada de 2.060 m3/s nos períodos de estiagem, permitindo a operação de todas as usinas da CHESF situadas ao longo do Rio São Francisco.

Incorpora-se a esse aproveitamento de grande porte uma eclusa, de propriedade da CODEBA – Companhia Docas do Estado da Bahia, cuja câmara tem 120 m de comprimento por 17 de largura permitindo às embarcações vencerem o desnível de 32,5 metros criados pela barragem, garantido assim a continuidade da tradicional navegação entre o trecho do Rio São Francisco compreendido entre as cidades de Pirapora/MG e Juazeiro/BA – Petrolina/PE.

O processo de construção da hidrelétrica é polêmico, devido a retirada de ribeirinhos e comunidades tradicionais e os danos ambientais, históricos e culturais causados através do processo de implantação da hidrelétrica.

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