“Conhecendo o rio Itabirito e adotando a bacia”

O CBH Velhas, a Prefeitura Municipal de Itabirito, o Subcomitê do rio Itabirito, a AGB Peixe Vivo e o Projeto Manuelzão-UFMG realizaram no dia 30 de abril, em Itabirito, o seminário “Conhecendo o rio Itabirito e adotando a bacia”.

Assessoria Projeto Manuelzão

O intuito de acordo com o coordenador do Projeto Manuelzão, Marcus Vinícius Polignano, foi articular ações para a bacia e compartilhá-las. “Não basta conhecer, mas, adotar a bacia como nossa. Nosso objetivo é conjugar todos os esforços dos setores públicos, privados e da sociedade civil para trabalharmos a revitalização da bacia do rio Itabirito”.

O Diagnóstico da bacia do rio Itabirito, Hidrografia, aspectos físicos e demográficos, problemas ambientais, fatores de pressão e planos de ação também foi apresentado e revelou dados preocupantes de substituição de vegetação nativa por pastagens e monoculturas, lançamento de esgoto em corpos d’água, extração de argila e areia, indústrias poluidoras, falta de fiscalização ostensiva dos órgãos ambientais, ocupações irregulares e utilização não outorgados dos recursos hídricos. Para um dos coordenadores do levantamento, Michel Jeber Handam, a pesquisa concluiu que considerando a bacia do rio Itabirito, a demanda é moderada, mas tende ao limite de oferta legal. “Os estudos revelam que os aspectos socioambientais da bacia indicam sobreposições de fragilidades ambientais”, disse.

Estiveram presentes; o secretário de Meio Ambiente de Itabirito, Antônio Marcos Generoso, a secretária de Educação Municipal, Ana Góis e o Secretário de Saúde, Wolney Pinto de Oliveira. Durante a mesa redonda, foi lançado um projeto pró-bacia do rio Itabirito, que objetiva mobilização e educação ambiental da bacia envolvendo professores e escolas locais, além dos órgãos públicos e sociedade. Pelas propostas, o projeto defende melhoria da qualidade e quantidade de água do rio, monitoramento educativo, identificação territorial, entendimento de como se dá o ciclo hidrológico da bacia, saneamento ambiental e promoção da saúde.


 
Para alcançar esses objetivos, a metodologia adotada será realizada através da consolidação dos núcleos da bacia, identificação e construção do mapa local, da percepção dos moradores, do monitoramento da qualidade da água e do estabelecimento de um projeto por núcleo. “Se cada um não se apropriar do seu espaço não teremos como preservar o rio. A preservação será completa quando todos nos conscientizarmos que precisamos unir forças”, ressaltaram as autoridades presentes.

Para o secretário de Meio Ambiente, Antônio Marcos Generoso, é preciso continuar encorajando a sociedade. “Devemos melhorar nossos rios, mas nossos vizinhos também têm que fazer sua parte. A bacia é de todos”.

O Seminário terminou com o compromisso de todos em levar à diante as propostas de melhorias para a bacia do rio Itabirito. “As pessoas tem conhecimento, mas não tem consciência dos problemas que envolvem nossa bacia. È fundamental que todos se sintam parte do processo e se conscientizem que é necessário mudar de atitude”, ressalta a secretária de Educação, Ana Góis.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s