Uma bacia hidrográfica é o conjunto de terras cujo relevo propicia o escoamento de águas fluviais e pluviais para um determinado curso d’água. A formação da bacia hidrográfica se dá por meio dos desníveis do terreno os quais orientam os cursos da água, sempre de áreas mais altas para as mais baixas. Dessa forma, cada bacia está limitada por uma formação de relevo que serve como “divisor de águas” (áreas mais altas) que determina a orientação das águas numa determinada direção (áreas mais baixas).

A conexão entre os cursos d’água e a existência de diversos níveis de relevo determina a conexão entre bacias hidrográficas. Bacias menos extensas, ligadas a rios ou ribeirões menos extensos, enquadram-se em bacias maiores, cuja drenagem flui para rios maiores dos quais os anteriores são afluentes. Ribeirões, rios e cursos d’água em geral constituem assim uma rede de unidades próximas e distantes, formando uma realidade integrada em muitas escalas, do local ao regional, ao nacional.

Drenagem urbana

A drenagem urbana é um aspecto fundamental do planejamento de cidades. No ambiente não modificado pelo homem, a organização do fluxo de águas tende a equilibrar-se com os demais elementos do ecossistema, solo, relevo, vegetação entre outros. No espaço construído pelo homem, dentro e fora das cidades, é fundamental incorporar a preocupação e o respeito à organização da drenagem, sob pena de conviver com momentos de inundação, a perda de qualidade dos recursos hídricos, a degradação do solo, entre outros aspectos da vida em sociedade.

O município de Belo Horizonte se enquadra na Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas, que, por sua vez, integra a Bacia do Rio São Francisco. Dentro do município duas sub-bacias, Ribeirão Arrudas e Ribeirão do Onça, drenam a maior parte do território. Uma pequena parcela tem drenagem direta para o curso do Rio das Velhas. Internamente a essas bacias mais abrangentes, encontra-se uma rede complexa de ribeirões e córregos.

Segundo o Plano Municipal de Saneamento, foram identificadas 98 bacias elementares e 256 sub-bacias de Belo Horizonte. No âmbito desse plano foi calculado o chamado Índice de Salubridade Ambiental (ISA), tendo com unidade espacial de análise cada um destes conjuntos: 98 bacias elementares e 256 sub-bacias. O ISA/BH é um índice composto que contempla os componentes associados à salubridade do meio e à provisão e o acesso aos serviços e à infraestrutura sanitária: abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos, drenagem urbana e saúde ambiental (ênfase em controle de vetores) e condições sanitárias do domicílio, cada um desses constituindo um subíndice do ISA.

O ISA – assim como seus subíndices – assume uma variação de zero a um: quanto mais próximo da unidade, melhor é a realidade do atendimento por determinada ação ou serviço, menor é a carência, menores os riscos sanitários e/ou mais ambientalmente salubre a região (bacia) avaliada. O ISA foi uma das variáveis empregadas na definição de recortes dos Territórios de Gestão Compartilhada, juntamente com o Índice de Vulnerabilidade à Saúde – IVS e valor do m2 construído (via IPTU).

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