O lixo nosso de cada dia

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE), cada brasileiro produz, em média, 1,1 kg de lixo por dia. O volume total coletado diariamente chega a quase 200 toneladas. Para um volume tão grande é necessário uma infraestrutura de coleta e descarte, de grandes proporções.

O crescimento econômico do País nos últimos anos tem agravado os problemas do destino do lixo. A população com maior poder aquisitivo vem modificando os hábitos de consumo, adquirindo mais produtos industrializados.

Grande parte do material descartado é composta por papel, plástico, vidro ou materiais compostos de metais que podem ser reutilizados ou reciclados. Tais ações podem diminuir de forma significativa o montante de lixo que são coletados pelos serviços públicos, mas geralmente possuem como destino locais que impactam de forma negativa o meio ambiente.

As ações de coleta seletiva já são soluções propostas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Apesar dos esforços dos municípios com a instituição de programas de coleta seletiva, muitos gestores ainda não se manifestaram em relação à política de gestão de resíduos.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em agosto de 2010, vem implementando medidas importantes em relação à gestão de resíduos no Brasil. Um delas é a determinação do fechamento dos lixões até 2014. Só poderão ir para os aterros sanitários os resíduos que não podem ser reciclados.

Apesar de ambiciosa, as metas são necessárias para a promoção de um ambiente sustentável e livre de poluição, para que os recursos naturais não sejam vias de contaminação e propagação de doenças.

Para que nossa sociedade possa caminhar para um desenvolvimento sustentável de fato, é necessário investir em educação ambiental proporcionando aos cidadãos conhecimentos sobre como se comportar de forma menos impactante ao meio ambiente.

Classificação de Resíduos de acordo com a norma ABNT 10.004 de 2004

Resíduos de Classe I – perigosos – são resíduos que requerem a maior atenção por parte do administrador, uma vez que os acidentes mais graves e de maior impacto ambiental são causados por eles. Podem ser condicionados, armazenados temporariamente, incinerados, ou dispostos em aterros sanitários estruturados para receber resíduos perigosos.

Resíduos de Classe II-A – não inertes – (materiais que não reagem com outros elementos químicos). Assim como os resíduos de Classe II-B, os resíduos de Classe II-A podem ser dispostos em aterros sanitários ou reciclados. Mas devem ser observados seus componentes (matérias orgânicas, papeis, vidros e metais), a fim de que seja avaliado o potencial de reciclagem.

Resíduos de Classe II-B – inertes – podem ser dispostos em aterros sanitários ou reciclados.

Principais formas de descarte:

 

Lixão

O lixão é a disposição do lixo a céu aberto em terrenos. Os resíduos depositados ficam expostos ao ambiente sem nenhum tratamento . Nestes locais ocorre proliferação de insetos e vetores de doenças, constituindo um risco à saúde pública. Outro problema grave apresentado pelos lixões é a contaminação dos lençóis freáticos pelo chorume. O chorume é um liquido denso resultante da decomposição de matéria orgânica, e possui diversos elemento tóxicos.

Aterro Sanitário

O aterro sanitário é o local de destinação do lixo com propósito similar ao lixão. embora com finalidades bem distintas. No aterro sanitário o lixo não recebe nenhum tratamento. Os resíduos são depositados em locais previamente impermeabilizados, onde sofrem decomposição. Há ainda sistemas de drenagem dos gases e do chorume, dando destino adequado aos subprodutos da decomposição. O aterro sanitário bem planejado e monitorado evita a contaminação do solo e lençóis freáticos e dificulta a propagação de doenças para as comunidades vizinhas.

 Incineração

A incineração é um processo de gestão de resíduos, que consiste na queima do material em fornos de alta temperatura. O processo, apesar de impedir que materiais contaminantes cheguem ao ambiente, possui alto custo e riscos ambientais. A incineração gera gases tóxicos, como o dióxido de carbono, óxidos de enxofre e nitrogênio, dentre outros.

 Coleta Seletiva

 A coleta seletiva ocorre através  do recolhimento dos materiais  possíveis de serem reciclados, previamente separados na casas dos cidadões ou empresas. A coleta seletiva diminui consideravelmente o volume de lixo lançado in natura no ambiente, e ainda possibilita uma reutilização de matérias primas sem a necessidade de exploração de mais recursos naturais.

Saiba mais:

SBT Repórter – Destinos do Lixo

Parte 1 : http://www.youtube.com/watch?v=TFNeo3FXvTY&feature=related

Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=xu0s9J_Q_1Y&feature=relmfu

Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=S2jL84RLfJ4&feature=relmfu

História Lixo é no lixo

http://www.youtube.com/watch?v=wXFNS9z3HAk&feature=related

Ilhas das Flores:

http://www.youtube.com/watch?v=Hh6ra-18mY8

Lixo – Responsabilidade de cada um

http://www.youtube.com/watch?v=VVlnzN_Tj5k&feature=relmfu

Os impactos do lixo na natureza. A reciclagem como uma solução

http://www.youtube.com/watch?v=ltD7A_Mhwt8&feature=fvwrel

O Lixo no Brasil – Caminhos da Reportagem (22/03/2012)

http://www.youtube.com/watch?v=2xDy2KVnU3c&feature=related

Poluição Urbana – Desenho Animado Ambiental

http://www.youtube.com/watch?v=24kfF5zi2F8&feature=related

O Nosso Lixo – Caminhos da Reportagem

Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=s846GukzIX4&feature=related

Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=MSBKEiIXirU&feature=relmfu

Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=d-mk2tbcPSk&feature=relmfu

Globo Reporter-Reciclagem – 27-04-2012

http://www.youtube.com/watch?v=dWQL2tnv33w&feature=related

National Geographic – Megacidades – São Paulo – Aterro Bandeirantes

http://www.youtube.com/watch?v=kOrL3QSakxs&feature=related

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