Vazão do Rio das Velhas cai para níveis críticos

Texto original

 

Olá pessoal, tudo bem?

Essa postagem foi publicada no jornal Estado Minas hoje (17/08), e traz informações preocupantes:

Baixa vazão do Velhas leva comitê da bacia a convocar reunião para avaliar medidas. Copasa reafirma que, com nova captação no Paraopeba, abastecimento na Grande BH está garantido

As nuvens que fecharam o tempo durante toda a terça-feira não trouxeram alento para o Rio das Velhas, manancial que sofre com a estiagem prolongada na região de Nova Lima, onde a Copasa retira água para abastecer a população da Grande BH. Dados dos últimos três dias disponibilizados pela empresa atestam que em 13 e 15 de agosto, o Rio das Velhas alcançou vazão de 9,5 e 9,3 metros cúbicos por segundo em Honório Bicalho, índice que, se repetido por sete dias seguidos, é suficiente para colocar o manancial em estado de alerta e já configura a situação de escassez de água.

“Ainda estamos no mês de agosto e não temos previsão de chuvas de intensidade maior nessa região. Só para se ter uma ideia, a Copasa retira em torno de 6,5 metros cúbicos do Rio das Velhas para atender a Grande BH. Com 9,5 metros cúbicos de vazão, sobraria então apenas 3 metros cúbicos para o rio continuar a correr à jusante”, diz Polignano. O ambientalista destaca que não é possível utilizar todo o rio para abastecer BH, o que poderia inviabilizá-lo do ponto de vista ecológico. Em 2015, quando o manancial viveu uma situação parecida, ele explica que o foco estava todo voltado para a crise hídrica, o que possibilitou mais atenção ao problema. “Nossa calha vem sofrendo uma série de alterações. Estamos ocupando de forma desordenada uma região de recarga do rio. Não adianta achar que teremos água se fizermos ocupação desordenada. Temos um cenário que realmente preocupa muito”, acrescenta Polignano.

A reportagem do Estado de Minas percorreu trechos do rio, onde estão instaladas estação de captação da água e uma estação de tratamento de água (ETA) de Bela Fama. Com o rio com o nível abaixo do normal, as margens se alargaram nos trechos próximos a ETA. Em alguns trechos, é possível ver as pedras do fundo do rio. Em outros locais, aparecem pequenas ilhas de sedimentos, formadas pelo processo de assoreamento e estiagem. O nível do curso d’água está baixo, deixando à mostra rede de captação. Encoberta pela poeira, a vegetação das encostas é uma mostra da falta de chuva. A previsão é de pouca precipitação nos próximos dias, característica do mês de agosto, de acordo com a média histórica.

 

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Acabaram os recursos! Humanidade viverá ‘a crédito’ a partir desta segunda

Reportagem original: http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2016/08/08/acabaram-os-recursos-humanidade-vivera-a-credito-a-partir-desta-segunda.htm

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje a reportagem não nos diz uma novidade. É um alerta:

Na última segunda-feira, dia 08, a humanidade terá consumido a totalidade dos recursos que o planeta é capaz de renovar em um ano e passará a viver “a crédito” até 31 de dezembro de 2016 – calculou a ONG Global Footprint Network, lembrando que esse momento chega cada ano mais cedo.

O dia 8 de agosto de 2016 vai marcar para a Terra o “Earth Overshoot Day” (dia de passar do limite). A partir dessa data, “viveremos a crédito”, anunciou a organização em um comunicado conjunto com a ONG WWF.

Para fazer o cálculo, a Global Footprint leva em conta a emissão de gases causadores do efeito estufa, os recursos consumidos pela pesca, pecuária e agricultura, assim como as construções e o uso de água.

Em 2015, o Earth Overshoot Day foi em 13 de agosto. A data “avança inexoravelmente desde os anos 1970” do século passado, afirmam as ONGs. Em 1970, esse dia chegou em 23 de dezembro e, desde então, não parou de ser adiantado.

“Para satisfazer nossas necessidades, atualmente precisamos do equivalente a 1,6 planeta” por ano, disseram ambas as organizações.

“O custo desse consumo excessivo já é visível: escassez de água, desertificação, erosão do solo, queda da produtividade agrícola e das reservas de peixes, desmatamento, desaparecimento de espécies”, lista o comunicado.

“Viver a crédito só pode ser provisório, porque a natureza não é uma jazida, da qual podemos extrair recursos indefinidamente”, afirmam.

As emissões de dióxido de carbono (CO2), o principal gás do efeito estufa, são o maior fator desse excesso, visto que representam “60% da nossa pegada ecológica global”, afirmam a WWF e a Global Footprint.

Segundo o Relatório Anual sobre o Estado do Clima, um documento publicado na terça-feira, dia 02 de agosto, de cuja elaboração participaram 450 cientistas do mundo todo, as emissões de gases causadores do efeito estufa atingiram níveis recordes em 2015.

 

Petição SANEAMENTO JÁ!

postagem quinta

 

Olá pessoal, tudo bem?

A postagem de hoje é uma campanha de coleta de assinaturas promovida pelo SOS Mata Atlântica.

Para mais informações: Saneamento Já

Venha conhecer mais sobre:

 

PETIÇÃO SANEAMENTO JÁ!

A  campanha Saneamento Já está mobilizando a população pelo direito ao saneamento básico universal, ao esgoto tratado para todos e à água limpa em rios e praias brasileiros.

Além de eventos de coletas de assinaturas em diferentes cidades, a campanha conta com uma petição disponível para assinaturas na página www.sosma.org.br/saneamentoja.

A campanha é uma soma de esforços entre a Fundação SOS Mata Atlântica, o Instituto Trata Brasil, a Campanha da Fraternidade – que em 2016 chama a atenção para o direito ao saneamento básico e o movimento Água Limpa é a Onda – que pede a limpeza das praias cariocas – e mais de 40 organizações, escolas e grupos que já aderiram à iniciativa e estão contribuindo com a coleta de assinaturas.

 

35 milhões não têm água tratada

No Brasil, apenas 40% do esgoto gerado são tratados e cerca de 35 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à agua tratada, segundo dados do Ministério das Cidades/SNIS 2014 e Instituto Trata Brasil.

O prejuízo decorrente deste atraso afeta várias áreas, incluindo meio ambiente e saúde. Mais de 70% das doenças que levam a internações hospitalares no país são decorrentes de contato com a água contaminada, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde SIH/SUS.

Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica, lembra que o acesso à água de boa qualidade é um direito humano, reconhecido pela ONU a partir de 2010. “Os rios urbanos do Brasil, que são poluídos e indisponíveis para o uso das comunidades, refletem como o descaso com o saneamento básico resulta no desrespeito a esse direito e a doenças graves, que tem como causa o contato com a água contaminada. Para mudar essa realidade a pressão da sociedade com a campanha Saneamento Já é fundamental”, afirma ela.

 

Rios Mortos

Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, ressalta que o descaso com a questão dos rios no país é preocupante. “O Congresso vem prorrogando os prazos de legislações importantes, como a dos resíduos sólidos para oito anos e mais quatro para os planos municipais de saneamento. Por isso, o abaixo-assinado contra esses retrocessos nas legislações socioambientais é de extrema importância e só uma sociedade mobilizada é que pode mudar a história”, diz Mario.

Entre as políticas públicas mais urgentes está o fim da legislação que permite a existência dos chamados “rios mortos” no Brasil. Enquadrados na classe 4 (Resolução Conama 357 e correlatas), esses corpos d’água são destinados apenas a diluir esgotos com baixa eficiência de tratamento e, na grande maioria, sem tratamento algum.

“Com isso, a água de rios e córregos na maioria das cidades brasileiras fica indisponível para usos múltiplos, como produção de alimentos, lazer e consumo humano. Além de agravar a indisponibilidade de água no país, estes rios se tornam emissários de esgoto sem tratamento, o que torna muitas praias impróprias para banho”, explica Malu Ribeiro.

 

Para participar, basta clicar nesse link https://www.sosma.org.br/peticao-saneamento/ e preencher com os dados necessários. Fácil, rápido e importante! Divulgue a ideia, avise seus pais e amigos.

Pesquisadora da USP monta mapa da contaminação por agrotóxico no Brasil

Olá pessoal, tudo bem?

O que vocês sabem sobre a qualidade dos alimentos que estão comendo?

Hoje falaremos de um mapeamento dos maiores índices de contaminação por agrotóxicos no Brasil e o papel do agronegócio.

Texto original

 

Os mapas produzidos por Larissa Mies Bombardi são chocantes. Quando você acha que já chegou ao fundo do poço, a professora de Geografia Agrária da USP passa para o mapa seguinte. E, acredite, o que era ruim fica pior. Mortes por intoxicação, mortes por suicídio, outras intoxicações causadas pelos agrotóxicos no Brasil. A pesquisadora reuniu os dados sobre os venenos agrícolas em uma sequência cartográfica que dá dimensão complexa a um problema pouco debatido no país.

O Brasil é campeão mundial no uso de agrotóxicos, posto roubado dos Estados Unidos na década passada e ao qual seguimos aferrados com unhas e dentes. A cada brasileiro cabe uma média de 5,2 litros de venenos por ano, o equivalente a duas garrafas e meia de refrigerante, ou a 14 latas de cerveja.

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Animação explica para crianças o que é agroecologia e sobre a importância da alimentação orgânica

Olá pessoal, como estão?

A postagem de hoje será sobre a nossa relação com os alimentos:

Reportagem completa

A relação com os alimentos também é aprendida desde os primeiros anos de vida da criança. Para isso, é preciso nutrir a criança com alimentos saudáveis, frutas e legumes frescos, claro, mas também com exemplos e informações. Contudo, nem sempre é uma tarefa simples explicar a elas sobre a importância de se alimentar com legumes e frutas orgânicas, e sobre o processo de produção envolvido na trajetória dos alimentos, desde a plantação até o prato.

A animação “Comida que Alimenta”, desenvolvida pela Sabiá, uma ONG que atua com a implantação de sistemas agroflorestais, recuperação de nascentes e educação, pode ser um bom caminho para apresentar esses temas às crianças. O vídeo mostra uma conversa entre uma menina, sua mãe e um agricultor sobre o quanto é melhor comer produtos agroecológicos.

ASSISTA O VÍDEO

Desastre em Mariana teria sido evitado com investimento de R$ 5 milhões, mas a Samarco achou ‘caro demais’

Olá pessoas, como estão?

Hoje trazemos a vocês alguns detalhes sobre o desastre em Mariana, pois é muito importante ter acesso a mais informações e entender melhor como as coisas realmente aconteceram.

Reportagem Original

35 milhões de m³ de lama. Pelo menos 19 vítimas. Mais de 40 cidades de Minas Gerais e no Espírito Santo foram atingidas. Centenas de casas destruídas. Incontáveis vidas atravessadas pelo desespero e destruição. Esses são alguns dos números da tragédia ambiental em Mariana – o maior desastre brasileiro. As reais consequências e as marcas do ocorrido, contudo, são imensuráveis.

Mas poderia ter sido evitado. Estamos em 2016, o homem foi à Lua, e o Brasil ainda não se compromete veemente com a prevenção de riscos ambientais.

Não nos preocupamos com os desastres e, por isso, nunca estamos preparados para lidar com eles.

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Primeiro mapa-múndi da água subterrânea do planeta

Olá pessoal,

Como estão nesses dias frios de Belo Horizonte?

Hoje trazemos para vocês o primeiro mapa-múndi da água subterrânea do planeta!

A matéria original foi publicada em 2015 pelo Laboratório de Estudos de Bacias da Universidade Estadual Paulista, sendo a fonte original o site Observador.

É a primeira vez que os investigadores mergulham neste assunto. Um grupo de hidrólogos do Canadá, Estados Unidos e da Alemanha realizaram o primeiro estudo aprofundado sobre as águas subterrâneas existentes no planeta. E concluíram que estamos usando os recursos aquáticos muito rapidamente.

Quem explica é Tom Gleeson, investigador da Universidade de Victoria (Canadá), que liderou o estudo. Segundo esse hidrólogo, se olharmos para as reservas de água existentes nos primeiros dois quilômetros de superfície terrestre, menos de 6% da sua totalidade consegue se renovar no tempo médio de vida de um humano. E em muitos destes aquíferos, o nível de água continua a diminuir.

O estudo, publicado na NatureGeoscience, analisou um milhão de bacias hidrográficas e 40 mil amostras de águas subterrâneas. A partir dele, descobriu-se ainda que existem 23 milhões de quilômetros cúbicos de água subterrânea, mas apenas 0,35 quilómetros cúbicos dessa água consegue se renovar em menos de 50 anos. Isso equivale a uma percentagem muito pequena da água que existe debaixo dos nossos pés (0,0000015%).

A idade da água é um dado importante para sustentar a utilização que o Homem faz das águas subterrâneas. A água mais antiga costuma sair do ciclo da água porque está em zonas mais profundas, além de que pode conter elementos (urânio e arsénico, por exemplo) que a tornam não renovável. A água mais recente, por outro lado, ainda pode estar em circulação. No entanto, está mais suscetível à contaminação pelo Homem e às consequências das alterações climáticas.

Agora, os investigadores querem analisar o ritmo no qual o Homem consome a água mais antiga e a mais recente. Essa última, avisam os investigadores, “é um recurso finito que temos de gerir melhor”.