Você sabe para onde vai o lixo produzido em Belo Horizonte?

Diante de uma população de quase dois milhões e meio de pessoas e uma produção diária de cerca de 3,8 mil toneladas de lixo doméstico, deveríamos nos perguntar: Para onde é que vai todo esse lixo produzido por nós, aqui em BH?

Atualmente todo esse resíduo é depositado no Centro de Tratamento em Resíduos Macaúbas em Sabará. Além de ser o único local destinado a receber todo o lixo produzido em nossa cidade, o aterro foi construído às margens do Rio das Velhas.

Mas a preocupação não é apenas com relação ao espaço onde este lixo é depositado, mas a própria forma como essa questão é gerenciada em nossa cidade.

Um estudo da organização mundial PriceWaterhouseCoopers, encomendado pela Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Urbana (ABPL) e pelo Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (Selur), constatou que Belo Horizonte, dentre 14 cidades pesquisadas no Brasil e no exterior, é a capital que tem o menor gasto com esse setor.

Além de BH ocupar 14º lugar em gastos com resíduos, os demais últimos lugares são ocupados pelas outras 5 capitais brasileiras, como pode se observar no quadro abaixo.





Fonte: Estado de Minas

Tais dados nos permitem constatar que, existe uma necessidade de se repensar a questão do lixo em nosso país, sobretudo em nossa cidade. Além do investimento reduzido e da grande produção de lixo, pouco tem se pensado em novos destinos que podem ser dados aos resíduos que produzimos.

O Centro de Tratamento em Resíduos Macaúbas recebe mensalmente 98,8 mil toneladas mensais de lixo. Deste montante, apenas 0,5% é destinado à reciclagem. Para Denise Bruschi, diretora-executiva do Centro Mineiro de Referência em Resíduo (CMRR), “a nossa cultura não é a de tratar nossos resíduos, mas de tirá-los da nossa frente.”

No entanto, isso não é apenas uma questão de envolvimento da sociedade civil. Hoje, por exemplo, apenas 30 bairros em Belo Horizonte são atendidos com a coleta seletiva porta a porta. Há uma necessidade de se mudar mentalidades no sentido de conscientizar as pessoas na importância da separação de lixo, mas também é fundamental que se amplie o investimento nesse setor.

A nova abordagem em relação ao destino de nosso lixo deve contemplar a ação da comunidade que precisa se mobilizar, mas também é a ação do poder público, que deve oferecer condições para que a população também contribua.

Fonte de consulta: Jornal Estado de Minas, 06/06/10. Reportagem de Flávia Ayer.

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